29 de dezembro de 2013

Treino parque

- técnica base
- 50 montong tchirugui (tchutchunsogui)
- 100 yoptchagui (100 / 10.000)
- combinação marcial yop+tuitchagui
- poomsae (1-4 forma)
- endurecimento hansonnal para kyokpa

1 de junho de 2013

Cinto Verde (6º KUP)

Hoje foi dia de exame. Por primeira vez, a cor verde abraçou a minha cintura, celebrando todo o suor derramado no dojang. E sim, celebrar é o termo. Não é o culminar de nada mas a vitória da mente sobre incertezas e impetuosidades. Colocando de lado a minha ânsia em aprender os pontapés mais vistosos, dediquei-me com deleite à técnica base, sentindo cada nuance e trabalhando-as de forma a aprimorar não só a execução do movimento corporal mas também a presença de espírito necessária para o seu amadurecimento. Por outra palavras, trabalhei a mente, aprendi a gostar (mais) da repetição pura e dura que, quando consciente, leva-nos naturalmente à perfeição. E quem diria, os pontapés mais vistosos saem com outra graciosidade.

Como disse, graduei-me uma vez mais. Porém, este sucesso teve um sabor agridoce. Se por um lado fiquei feliz por tal façanha e que me coloca cada vez mais perto dos meus objectivos dentro do Taekwondo, por um lado senti uma ligeira tristeza. Mudo-me em breve e não poderei continuar a treinar diariamente na Academia em que me encontro. Com sorte e vontade, pisarei aquele dojang uma ou duas vezes por mês, local onde conheci alguns dos mais belos seres-humanos que alguma vez cruzaram a minha vida. Não os perco, é certo, e sim, a vida é assim mesmo (e ainda bem!), cheia de imprevistos e mudanças, mas certamente que toda a gente - em algum momento da sua vida - desejou que algumas coisas durassem para sempre. E a minha vontade era essa: continuar a crescer junto dos meus colegas. Juntos suamos, juntos sofremos, juntos celebramos, juntos rimos até não mais. Juntos vivemos intensamente os pequenos prazeres da vida, entre eles o maior: a amizade.

Assim, entro numa nova fase da minha vida e, consequentemente, do meu crescimento enquanto artista marcial. Ainda que distante, vou manter-me fiel à minha Academia, ao meu Mestre e aos seus ensinamentos. Revejo-me na sua forma de estar no Taekwondo e, sobretudo, a forma como o praticamos, rápido e explosivo, com a cabeça sempre na defesa pessoal, é tudo o que procuro nesta arte. Como cinto verde, tenho as bases e devo-as cimentar. Munir-me-ei de toda a coragem que consiga arrancar ao meu espírito indomável e darei tudo nos meus treinos solitários, provando a mim próprio que sou capaz de me disciplinar e continuar a crescer dentro do Taekwondo.

Deixando o Porto para trás, deixo também quatro belos meses de Boxe, que muito me ajudaram a amadurecer os meus socos e a torná-los mais explosivos. Os seus ensinamentos contribuíram para uma melhor percepção da 'explosão da anca' que tanto usamos no Taekwondo. Para os artistas marciais de espírito aberto e expansivo, recomendo vivamente a sua prática. Na pior das hipóteses, ganham um cardio invejável. Agora uma nova experiência de avizinha. Sabendo usar as pernas e as mãos, chegou a hora de aprender o que fazer, numa situação de defesa pessoal, quando agarrado. Experimentarei, para tal, o Judo. Em conversa com o meu mestre, concordamos que seria óptimo para manter a forma física, aprender projeções e, sobretudo, aprender quedas. Só virá complementar, tal como o Boxe, o meu crescimento no Taekwondo. Essa sim, será sempre a minha base e primeira arte.

3 de janeiro de 2013

Cinto Amarelo (II)

O Taekwondo alberga a virtude de me simplificar a vida. É porventura a frase que poderia capitular e resumir o balanço de um ano a praticar esta arte marcial. Com efeito, no passado dia 16 de Dezembro cumpri um ano de treinos, amizade e muita reflexão. No plano físico ganhei imenso; no mental, apesar dos ganhos óbvios de praticar uma arte marcial, continuo a longa odisseia de lutar contra mim mesmo. Um dia conquistarei a minha mente e o meu coração e, quando o fizer, controlarei as minhas emoções. Raiva, tristeza, alegria, são tudo sentimentos que escolhemos sentir. Através da concentração que nos é exigida, o Taekwondo permite-me gerir as emoções do dia-a-dia, minimizar os problemas quotidianos - relativizando-os - e afrontar com coragem os meus medos até que estes se desvaneçam, confinados finalmente à sua insignificância. O cinto amarelo que me abraça em cada treino é agora mais maduro. Acredito que seja uma graduação que coloca à prova a nossa paixão pela arte. É neste degrau que percebemos se é mesmo isto que queremos fazer, se é este o nosso caminho. Como um limbo. O próximo degrau, o verde, irá colocar à prova essa paixão declarada, expondo se temos determinação suficiente para elevar a fasquia de exigência técnica, física e, sobretudo, mental. Pois, como tudo na vida, não chega amar: é preciso cuidar e não descurar. A paixão é turbulenta, rápida, efémera. É como o início de qualquer relação amorosa. Tudo é novo, vívido, imediato. Passada a euforia, fica ou não o amor. E é nessa fase amorosa que me encontro: já não sou um simples apaixonado e quero amar o Taekwondo. Quero que faça parte da minha vida para sempre. Agora é, como dizem, a sério.